domingo, 29 de janeiro de 2017

ASSUNTO RECORRENTE

Podem existir livros idiotas. Podem existir filmes e séries idiotas. Podem existir canais no YouTube idiotas. Mas MÚSICA, não!
Música tem que ser rica, com letras inteligentes e que façam as pessoas pensarem. Por favor! A música "boa" que reclamam ainda está aí, ela ainda existe, e cada vez com maior qualidade! Vamos aceitar a música "ruim" também! (ATENÇÃO: Isso NÃO É uma discussão sobre mídia, jabá, produtoras e ou difusão e valorização de artistas). Portanto, viva o funk, viva o sertanejo universitário e viva as pessoas que estão trabalhando com isso! (No vídeo tem algumas coisas que não estão certas e ou eu não concordo, mas associo ao fato dele ser leigo, como por exemplo: "não vão surgir artistas tão completos como antigamente", entre algumas outras opiniões, - mas no geral, foi muito feliz). E o recado mais importante que compartilho dele: pare de ser o "inteligentão", e deixe as pessoas se divertirem como quiserem!


quarta-feira, 2 de novembro de 2016

OS VENTOS VERDADEIROS DE OZ

Durante a campanha política (de ambos os lados), li coisas como: "a arte em Osório se faz no espaço tal, no centro tal, na igreja tal e nas escolas de dança" - nunca nada sobre a Rima. - Dentro da UFRGS, lá por março ou abril, ouvi de uma professora: "mande um abraço pro teu pai, faz tempo que não nos vemos, mas acompanho o trabalho dele e o admiro muito por ele ter MUSICALIZADO UMA REGIÃO INTEIRA". Dá pra entender? O reconhecimento vem de fora! Daí eu estava com aquela ideia fixa de dar pra Osório o mesmo valor que ela nos dá, ou seja, nenhum. MAS DAÍ, conversando com pessoas maravilhosas, me fiz entender que a arte fala mais alto. Tenho certeza que todos que fazem a arte pela verdade, pela essência e pelo amor acabam se encontrando. Então, é só deixar passar! Nos impediram de realizar nosso festival? Sem problemas, a gente toca no boteco! Não querem o nome da Rima em nada? Sem problemas, o que a gente marca na vida de cada aluno é o que importa! Os projetos que valem a pena, vão pra frente, os que nascem da ganância e da inveja, logo morrem. Então, a todos os Ozorianos como eu, que adoram Ozoriar, podem ter certeza que onde estiverem fazendo arte com amor e com verdade, eu estarei para aplaudi-los e assisti-los, assim como vocês estarão comigo! E, querida Oz, vai um pedido de desculpas, daqui de Porto Alegre eu acabei te esquecendo, e achando que teus ventos eram só desagregadores. Bobagem minha, as melhores pessoas do mundo, conheci aí. Amigos de verdade, unidos!

(Imagem retirado de: https://geopoliticadopetroleo.wordpress.com/2010/11/11/crescimento-do-pib-brasileiro-em-8-deve-aumentar-demanda-energetica/parque-eolico-de-osorio-acervo-da-prefeitura-de-osorio-rs/)

sábado, 20 de agosto de 2016

MOENDA DA CANÇÃO



     Festival é festival, mas a Moenda tem alguma coisa que ainda não foi explicada por nenhum poeta. A primeira que assisti foi em 1999, na 13ª edição. Lembro que Ivânia Catarina e Carlos Gomes me emocionaram com “Lágrima”, que acabou em segundo lugar - não esqueço do meu pai aos gritos: primeiro! Primeiro! - Já no ano 2000, 14ª Moenda, tive minha primeira emoção: a música do meu pai “Canção de Nimar” passou para a finalíssima apesar de problemas na apresentação classificatória. Em 2001 cantei junto com o ginásio inteiro “Me joga na parede, me chama de lagartixa”, primeira vez que Zé Alexandre vinha para o festival. No mesmo ano, me indignei muito com a desclassificação da “A volta do boto” dos meus amigos Daniel Maiba e Marcelo Maresia. Em 2002, uma das minhas grandes decepções: como “A Moenda e o tempo” não venceu aquela edição? Foi um erro reparado anos mais tarde, pois em 2006, na edição comemorativa, o primeiro lugar para a música do meu professor Mário Tressoldi chegou.
     Foi na Moenda que assisti Moraes Moreira, Ed Motta, Zeca Baleiro, Zé Ramalho, Kleiton e Kledir, Tangos e Tragédias, entre outros shows maravilhosos. Foi na Moenda que tirei foto com o Caprichoso e com o Contrário, no ano que o grupo Encanto Vermelho do Amazonas veio fazer o show de sábado. Foi na Moenda que ri, me emocionei e aplaudi Adriana Marques pela última vez. Foi na Moenda que dei um último abraço em Carlos Garofali, também. Foi na Moenda que coloquei a minha parceira Brenda Netto para ser a única cantora aplaudida de pé por todo o ginásio interpretando “Redescobrir”, arrancando lágrimas sinceras de tanta gente, numa linda homenagem pra Elis Regina. Foi na Moenda que vi o Bilora de perto e conheci “Contramão”. Foi na Moenda que comemorei a vitória de “Água boa de beber” e “Reticência”... ... ...
     Foi na Moenda que estive na semana passada, pela primeira vez no palco, pela primeira vez defendendo uma composição. A emoção de classificar para a final foi única, e só tenho a agradecer a parceria do Marcelo Maresia e Daniel Maiba (sempre eles), além do brilhantismo e do amor pela arte das queridas Yasmim Frufrek e Julia Pilar, do meu pai Paulo de Campos, além dos competentes Sandro Bonato e Mário Duleodato.
Foi tudo perfeito, e que venha a Moenda 31, em 2017!
Vídeo: Canal do Cordas&Rimas no YouTube

sábado, 11 de junho de 2016

SOBRE A POLÊMICA

Rapidamente, sobre o cartaz do filme X-MEN: APOCALYPSE, que vem gerando polêmica, penso que realmente é muito chato, por problemas sociais, ter que mudar uma obra que faz sentido no seu contexto. Mas será que não é mais chato que HAJA PROBLEMAS SOCIAIS em todos os lugares? SIM, as mulheres são violentadas todos os dias e SIM, o machismo existe e impera até nas menores coisas. Óbvio que a ação do marketing do filme não tinha essa intenção, mas se o cartaz pode estimular - por mínimo que seja - a violência contra a mulher, ele é um problema sim. Então NOTA DEZ pra FOX por ter aceitado o erro e pedido desculpas. E nota zero pra quem acha que problematizar isso é perda de tempo.


(X-MEN: APOCALYPSE - 20th CENTURY FOX)
( Imagem retirada de: http://legiaodosherois.uol.com.br/2016/x-men-apocalipse-outdoor-do-filme-causa-polemica-entre-as-feministas.html )

sábado, 26 de março de 2016

FAZ UM ANO, UM ANO FAZ


Esse dia veio após muitos problemas. Esse dia foi o auge, um marco do meu trabalho. Nesse dia eu descobri que eu também era um artista, que o meu lugar também era no palco. Nesse dia o CORDAS&RIMAS nasceu de verdade, mesmo que já estivéssemos há alguns anos fazendo shows por aí. Nesse dia o meu nome foi atrelado ao do Cordas&Rimas assim como o do meu pai tinha sido há mais de trinta anos. Nesse dia e com o CD, nós gastamos quase quarenta mil reais. A RIMA nos proporcionou isso.
Mais do que um show de lançamento, foi um show de afirmação. Afirmação do que eu acredito e do que eu sou. Esse dia valeu por muitos. Esse dia vai continuar valendo mesmo que tudo mude, pois a nossa vida não é feita de fases, não, ela é feita de realizações. E quem sabe valorizar essas realizações é que é feliz de verdade. Parabéns Cordas&Rimas! Parabéns Rima! Parabéns pra mim, pro meu pai e pra minha mãe! Um ano do espetáculo lindo (que foi só a casca) mas do espetáculo verdadeiro que foi a nossa realização.
Quem viu o resultado e se emocionou, viu na verdade só parte do que estava acontecendo. Ninguém sentiu o que nós sentimos. O poder da RIMA está além. Obrigado a todos que participaram! Obrigado a todos que assistiram e proporcionaram tudo que aconteceu! E que o lançamento do próximo seja ainda mais bonito! 











(Arquivo das Academias de Música Rima-Aperfeiçoamento - Foto Gabriel Ferreira)

quinta-feira, 3 de março de 2016

APÓS O SHOW MÁGICO DOS ROLLING STONES

O maior banho de chuva da minha vida vai ser eterno. Jamais esquecerei a noite de ontem no Beira-Rio. Foi indescritível, ou como diria o rei Mick Jagger no seu português quase perfeito: "IMPRONUNCIÁVEL" a emoção que aqueles quatro velhinhos proporcionaram pra mim e pra todos os outros quase 50 mil gaúchos. "TRI FODA", mesmo, Mick... Tu e a tua "GURIZADA" conseguiram contagiar o nosso coração com a juventude eterna de vocês! Eu agradeço imensamente a oportunidade de vê-los vivos e energizados como quando tinham vinte anos. Keith Richards e Ron Wood: mais duas lendas da guitarra que tive o prazer de ver ao vivo. E Charlie Watts então? Um "lord" na bateria, com classe e jeito inconfundível. Sem contar os músicos maravilhosos que acompanham a maior banda de todos os tempos, completando ainda hoje uma das melhores sonoridades possíveis! Foi demais, 02/3/16 nunca vai sair da minha memória, e vou contar sobre ele pro resto da minha vida!

Foto: Duda Bairros/Divulgação

sábado, 26 de dezembro de 2015

CATTULO DE CAMARGO E CAMPOS



Sou músico, produtor cultural, professor de violão, guitarra e linguagem e estrutura musical, além de diretor da Rima-Aperfeiçoamento. Estudo história e música, não necessariamente nessa ordem, e isso é assunto para outra hora. Tenho uma banda (Cordas&Rimas) que lançou o primeiro CD há pouco tempo. Tenho medo de anel, atender telefone, ônibus e tartarugas. Estudei jornalismo por algum tempo, por isso também tenho medo de parágrafos muito grandes e de textos sérios com doses de humor duvidoso.
Sou formador de opinião, pois tenho um perfil ativo no “Facebook”, e modero as páginas do Cordas&Rimas em diversas redes sociais. Moro no centro histórico de Porto Alegre, uso algumas drogas lícitas, sou destro para tocar violão e canhoto para escrever, mas não costumo expressar minhas opiniões políticas.
Gremista de carteirinha, alma e coração, sofro muito há muito tempo com futebol, e isso com certeza também é assunto para outra hora. Sou fã do Chico Buarque e do Lobão, - das músicas deles, já disse que não costumo expressar minhas opiniões políticas - e também gosto do Batman, de séries sérias, filmes reflexivos, do Porta dos fundos e de livros instigantes. Sou calculista, sagaz e portador de sabedoria e cultura inúteis. Não aceito a Coca ser vermelha e a Pepsi azul, deveria ser o contrário, e também não entendo como tem gente que consegue não gostar da capital gaúcha, a pequena grande cidade mais linda do universo.
O maior e melhor show que já assisti foi de Sir. Paul McCartney, no Gigante, e o maior show que fiz foi para cerca de dez mil pessoas, no Gigantinho. Louco, isso! No mesmo Gigante, assistirei os Rolling Stones em março próximo, e fui num jogo de Copa do Mundo. Ainda sobre multidões, já assisti Black Sabbath e Slash, e também consegui sobreviver a uma noite do Planeta Atlântida, porém nunca mais colocarei os pés lá.
Sou líder nato, felizmente, e sei desempenhar muito bem minhas funções dentro da minha banda e escola, embora já tenham dito que a mim “falta voz de comando” e que “não sei resolver meus problemas sozinho”. Bobagem! Meus resultados provam o contrário, por isso não dou importância.
Acho que transparência e ética devem estar sempre em primeiro lugar. Sou contra mentiras e situações inventadas para atrapalhar o trabalho dos outros, e estou sempre influenciando os meus alunos para que sigam essa forma de pensar e agir. Não uso metáforas nem meias palavras, indiretas jamais - ao contrário de certas pessoas - e gosto sempre de estimular a busca por esclarecimento, em tudo. No mais, respeito também é bom e mantém os dentes intactos.
Creio que esteja na hora de finalizar, mas também tenho medo de conclusões coerentes e textos com muitos parágrafos. Tenho muita história para contar e odeio rúcula.











(Arquivo pessoal)

domingo, 1 de novembro de 2015

A ARTE DA ESCRITA

(Texto escrito em junho de 2009, para a disciplina de Introdução ao Jornalismo, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos.)


Não acredito em falta de criatividade. Toda mente humana é um poço de ideias e histórias incríveis e maravilhosas. Cada momento do nosso dia a dia poderia render um livro, se tivéssemos a capacidade de colocar no papel tudo o que passa na nossa imaginação na mesma velocidade, pois o ser humano tem em média seis mil pensamentos por hora.
Se tivéssemos essa capacidade, não existiriam escritores, nem roteiristas de filmes, nem jornalistas, nem poetas, nem letristas de música, nem contadores de histórias. Todo mundo teria suas próprias histórias, crônicas, letras, poesias, romances, novelas, aventuras e suas próprias invenções para buscar diversão, lazer e até soluções de problemas.
Acontece que não conseguimos processar toda a informação a que temos contato, e nem aproveitar as inúmeras situações que nossa mente cria, e que por isso mesmo, acaba apagando pouco tempo depois. Ninguém tem essa capacidade, mas há quem consiga chegar perto disso: aqueles que têm o dom da escrita.
Se uma pessoa tem facilidade de escrever, ou seja, transformar em palavras pelo menos parte do que pensa, acaba se destacando em qualquer grupo, pois facilita muito a comunicação dentro dele.
Às vezes é espantoso ler cronistas, colunistas e até mesmo alguns “blogueiros”, porque eles têm a capacidade de narrar ou dissertar sobre qualquer assunto. Também é surpreendente a qualidade dos textos de crianças e pré-adolescentes, que expõe as suas opiniões de forma majestosa.
Escrever é uma arte, que é desenvolvida assim que a criança é alfabetizada. Mas, nem todos têm vontade ou incentivo o suficiente para realizar esta tarefa. Essa falta de vontade ou de incentivo é que os inibe e cala. Pois…
Cada momento do nosso dia a dia poderia render um livro. Toda mente humana é um poço de ideias e histórias incríveis e maravilhosas. Não acredito em falta de criatividade.









(Acesso em http://thumbs.dreamstime.com/thumb_355/1232133076JWRiX9.jpg)