segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

ARTEMIZADE

Desde muito cedo eu tive amizades pontuais. Eram todos da minha família: basicamente primos e tios. Primos da minha idade haviam mais dois somente, porém outros dois eram próximos, e era essa a nossa turma.
Fui para a escola muito cedo, sempre fui mais novo entre todos os meus colegas, e para completar era extremamente tímido. Lembro que eu não gostava muito de receber coleguinhas em casa (pelo menos até eles chegarem, depois a brincadeira valia a pena) e na escola optava por ficar quietinho no meu cantinho, fosse aula ou recreio.
No ensino médio conheci as primeiras pessoas de fora da minha família que eu levaria para o resto da vida. Poucas, é verdade, mas de uma conexão muito forte e de certa forma inexplicável. Aí veio a grande e louca carreira – CARREIRA: que palavra esquisita. – Iniciar num trabalho é muito estranho, e para mim foi realmente de uma hora para a outra (por necessidade tive que me puxar no violão para dar aulas para iniciantes). Nesse ponto, quase dez anos atrás, começa essa narrativa de fato. Uma história de uma vida jovem adulta baseada em amizades feitas através da arte.
Como tinha pouca experiência, eu dava aulas somente para crianças. Esse foi o ponto chave: fiquei muito amigo de muitas crianças. Criei, produzi, coordenei e principalmente amei uma banda de crianças que fez muito sucesso na região (cuja história eu vou tornar pública em outro meio) durante pouco mais de um ano, e além disso, me tornei muito amigo de todas elas e também de alguns pais. Foi um período onde aprendi muito, realmente, pois eu tinha que lidar com problemas desde briguinhas infantis até paixonites pré-adolescentes. Entrei nesse universo não por querer, mas não me importava, pois sempre fui muito íntegro, e sabia como dosar e lidar com as situações.
Então eu, com 18 anos, tinha mais amigos de 12 do que da minha idade. Olhando para trás, não reclamo disso, pois como disse, aprendi muito com isso, mas, hoje faria bem diferente em todos os âmbitos. Porém como disse, irei contar essa história ainda, não quero aqui fugir do assunto.
Logo após o término dessa bandinha, montei o Cordas e Rimas com alguns amigos mais velhos, e também com a mesma cantora da anterior, agora adolescente. Foi um período onde conheci muitos músicos mais experientes, e passei a conviver com eles, trocando vivências e me divertindo com o que podiam oferecer. De novo, minhas amizades se resumiam ou em alunos ou em colegas de profissão. E isso, na época, me frustrava um pouco.
O tempo foi passando e eu fui encontrando pessoas fantásticas, que passavam pela minha vida como uma tempestade, e eu nunca entendia o porquê disso. Toquei junto com inúmeros artistas, gente da mais alta capacidade musical, e eu – sempre muito agradecido – acabava esperando deles o mesmo carinho e respeito, e muitas vezes ou quase sempre, não encontrava.
Chegando ao início de 2016, a cantora do Cordas e Rimas, que continuava muito próxima a mim, pediu para sair da banda. Foi um processo natural, normal e muito bom, sem nenhum drama ou problema, e foi – inesperadamente – o que abriu as portas para essa nova percepção que eu tenho de todos os acontecimentos. Acabei chamando duas mulheres para cantar comigo em um festival que se aproximava, e, lembro como se fosse hoje, o bem que a energia que elas trouxeram para dentro da minha casa me fez.
Conheci naquele ano essas duas pessoas que me ensinaram mais do que eu poderia imaginar. Elas me mostraram que eu não precisava da música para fazer amigos, e sim que os meus amigos poderiam fazer a música. Assim que as amizades se constroem: o amor, a preocupação e o afeto vem sempre antes de todas as outras questões. Foi nesse processo que me reaproximei de uma das pessoas que mais amo, e que passou por tudo isso comigo, desde o início, e nunca me abandonou; Foi nesse processo também que no ano passado, me tornei mais “irmão” ainda de outra pessoa que amo e que criou comigo um espetáculo maravilhoso (que relatei na minha última postagem) e está presente em todos os meus planos futuros de carreira; Foi em noites de Cultura de Boteco que voltei a estar junto da família, aqueles primos que falei lá no início; Foi através dessas andanças também que conheci e me aproximei de outras pessoas maravilhosas; Foi indo em acampamentos na Praia do Rosa, em bares na Cidade Baixa, em fins de semana na chácara, em anos novos em Blumenau, em festivais em Atlântida, entre outros “rolês” maravilhosos, que percebi que o amor verdadeiro está em momentos, em conexões.
Tudo o que marcamos na vida e principalmente no viver uns dos outros é o que constrói a nossa história. Eu sou grato pelos amigos que tenho hoje, e sou grato pelo que vivemos e vamos viver juntos. Descobri que meus amigos continuam sendo todos artistas, mas não por eu ter poucos contatos como eu pensava antigamente, e sim porque esses artistas sentem isso comigo, e é assim que nós nos conectamos e nos amamos: nos vivendo.

(FOTO: Arquivo pessoal)

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

O ESPETÁCULO FILARMÔNICA VINHOCASA

Ano novo, vida nova! Pretendo escrever nesse 2018 o que não escrevi no ano passado. Eu não acredito na marcação do tempo tradicional, mas acredito em etapas, e por que não usar essa passagem pra 2018 como o início de uma nova etapa, não? Muita coisa vai acontecer, e o melhor, em outras terras! Por enquanto, deixo aqui o texto que escrevi sobre o Grande Espetáculo que tive o prazer de produzir e realizar em dezembro do ano passado. O último em Osório, pelo menos "nessa etapa":

GRANDE ESPETÁCULO FILARMÔNICA VINHOCASA

Não tive palavras até agora, por isso o meu silêncio até então. Enfim, que time fantástico! Que união maravilhosa e que Espetáculo Grandioso nós realizamos JUNTOS!
Esse ano 2017 foi de muitas tristezas e muitas derrotas. O hiato do Cordas foi uma das decisões mais difíceis que já tomei. Além disso, as mudanças de cidade, a desvalorização do meu trabalho por outros músicos por questões pessoais, os problemas surgindo um a um, a agonia que me fez buscar ajuda.
Isso tudo começou a mudar em segundas-feiras de julho e agosto. Patrick Hertzog, meu irmão, seu lindo, você nem sabe mas partiu de sua pessoa o salvamento da minha vida. Em meio a turbulentas semanas de trabalho e delicados finais de semana insanos, um projeto nasceu. Sem nome, sem forma, mas com pretensão: ser o que nos representaria.
Quase que simultaneamente, recebo uma mensagem perguntando se havia algum lugar onde o remetente dela e sua arte se encaixariam: Ezequiel Antoni, até então um ex-aluno da Rima, apresentou-se de verdade para mim e para o Hert e encaixou-se como uma luva na nossa ideia (que já tinha um pouco mais de forma, mas ainda longe de qualquer definição) - e tornou-se um amigo valoroso. Que pessoa incrível!
Aí vieram as gigs no saudoso Cultura de Boteco. A Yasmim Frufrek, menina fantástica que vinha trabalhando comigo e que contribuiu valorosamente para a nossa inserção no seio da cultura pop: aí estava a nossa voz!
Depois disso veio a valorização da história e da trajetória: Hert e eu já tocamos juntos há seis anos, mas ainda antes disso, a primeira banda dele era com o grande baterista Tiago Camini. Chama para o time! Daí para “convocar” seu irmão e também grande guitarrista Diego Camini, foi um passo.
Precisamos de percussão nesse show – que agora já tomava estrutura – “O Diego Hertzog faz! O guri é bom!”, dizia o Hert sobre seu irmão. E, olha, com muita razão! Que musicalidade tem esse cara! E isso fez tão bem para ele, que começou a estudar teoria musical comigo, também, além de ter se aproximado e se tornado também um grande amigo.
A Nathália Maciel, colega do Hert, veio de Porto Alegre e conquistou todo mundo com sua simpatia e parceria.
Marcos Purin, um amigo de longa data, esteve ao meu lado na primeira vez que subi em um palco, quando eu tinha nove anos e era o cara certo que eu podia chamar para coordenar os sopros. Brilhante trompetista, ainda trouxe para o time o também brilhante e super amigável Leonardo Costa e o seu trombone.
Foram quase quatro meses vivendo e respirando esse Espetáculo. Mais do que isso, convivendo com essa gente magnífica. E não parou por aí: o que seria de nós sem o Eric Colombo, pequeno grande homem que se tornou nesse período também um dos meus melhores amigos, que nesse dia atuou como assistente de palco, mas está sempre conosco seja no palco ou nos bastidores. Também a Gabriela Zambrozuski que fez um trabalho incrível com as imagens do show e também com as de divulgação, além da grande parceira e amiga que é. O Rodrigo Fangueiro e o Rafael Oliveira, dois dos maiores técnicos de som do estado, que fizeram milagre para nos ajudar naquele dia. A Taila Coelho e o Júnior Ávila, recepcionistas simpáticos, competentes e lindos que abrilhantaram o início do Espetáculo. A Giselle Frufrek que tem o poder da palavra e do olhar calmantes, que é um porto seguro para mim em todo esse processo da minha vida. Minha mãe Elaine, incansável, que foi a pessoa que mais trabalhou em torno desse Espetáculo e meu pai Paulo que, como sempre, tornou tudo possível.
Foram essas pessoas que fizeram a FILARMÔNICA VINHOCASA acontecer. Fomos todos nós juntos que trabalhamos e fizemos (mesmo sem a merecida estrutura), o Espetáculo mais diferenciado (como dizia o slogan de divulgação) que essa cidade já viu.
Agradeço demais os Conselheiros Estaduais de Cultura que estiveram presentes. Uma honra imensa! Além disso, eu posso dizer que admiro muito o trabalho e a pessoa de cada um de vocês, pois eu adoro ouvir o que meu pai me conta da convivência dele com vocês todas as semanas, e isso tem feito ele e nós também muito felizes: Élvio Vargas, Erika Hanssen, Gilberto Herschdorfer, Liana Yara Richter, Marco Aurélio Alves e Marlise Nedel Machado.
Enfim, a todos os que citei e também a todo o público presente, amigos, família, ou simplesmente espectadores: obrigado, pessoal! Obrigado por terem feito meu segundo semestre tão especial! Obrigado por me darem base e apontarem uma luzinha a qual eu podia seguir. Obrigado por serem tão incríveis e terem escrito comigo uma das páginas mais lindas da minha vida!
E o que posso dizer mais? Esse foi só o começo! Esse Espetáculo foi o ponto inicial de um projeto que NOS REPRESENTA. O que eu sempre quis. Quero pedir que nós estejamos sempre juntos, mesmo que não fisicamente, mas que a lembrança desse Espetáculo e de toda a revolução que ele proporcionou seja eterna. FILARMÔNICA VINHOCASA é a ruptura. Ruptura para tornar-se o que se é. A arte é a arte, é a vida, é a essência e única e exclusivamente o que nos move. Somos artistas e lutamos todos os dias pela arte, ou seja, pela nossa própria existência. Amo o que somos, gente. Amo o que fizemos e o que vamos fazer. Amo ser nós.

FOTOGRAFIA: GABRIELA ZAMBROZUSKI - Todos os Direitos Reservados - Rima Edições Líteromusicais

domingo, 29 de janeiro de 2017

ASSUNTO RECORRENTE

Podem existir livros idiotas. Podem existir filmes e séries idiotas. Podem existir canais no YouTube idiotas. Mas MÚSICA, não!
Música tem que ser rica, com letras inteligentes e que façam as pessoas pensarem. Por favor! A música "boa" que reclamam ainda está aí, ela ainda existe, e cada vez com maior qualidade! Vamos aceitar a música "ruim" também! (ATENÇÃO: Isso NÃO É uma discussão sobre mídia, jabá, produtoras e ou difusão e valorização de artistas). Portanto, viva o funk, viva o sertanejo universitário e viva as pessoas que estão trabalhando com isso! (No vídeo tem algumas coisas que não estão certas e ou eu não concordo, mas associo ao fato dele ser leigo, como por exemplo: "não vão surgir artistas tão completos como antigamente", entre algumas outras opiniões, - mas no geral, foi muito feliz). E o recado mais importante que compartilho dele: pare de ser o "inteligentão", e deixe as pessoas se divertirem como quiserem!


quarta-feira, 2 de novembro de 2016

OS VENTOS VERDADEIROS DE OZ

Durante a campanha política (de ambos os lados), li coisas como: "a arte em Osório se faz no espaço tal, no centro tal, na igreja tal e nas escolas de dança" - nunca nada sobre a Rima. - Dentro da UFRGS, lá por março ou abril, ouvi de uma professora: "mande um abraço pro teu pai, faz tempo que não nos vemos, mas acompanho o trabalho dele e o admiro muito por ele ter MUSICALIZADO UMA REGIÃO INTEIRA". Dá pra entender? O reconhecimento vem de fora! Daí eu estava com aquela ideia fixa de dar pra Osório o mesmo valor que ela nos dá, ou seja, nenhum. MAS DAÍ, conversando com pessoas maravilhosas, me fiz entender que a arte fala mais alto. Tenho certeza que todos que fazem a arte pela verdade, pela essência e pelo amor acabam se encontrando. Então, é só deixar passar! Nos impediram de realizar nosso festival? Sem problemas, a gente toca no boteco! Não querem o nome da Rima em nada? Sem problemas, o que a gente marca na vida de cada aluno é o que importa! Os projetos que valem a pena, vão pra frente, os que nascem da ganância e da inveja, logo morrem. Então, a todos os Ozorianos como eu, que adoram Ozoriar, podem ter certeza que onde estiverem fazendo arte com amor e com verdade, eu estarei para aplaudi-los e assisti-los, assim como vocês estarão comigo! E, querida Oz, vai um pedido de desculpas, daqui de Porto Alegre eu acabei te esquecendo, e achando que teus ventos eram só desagregadores. Bobagem minha, as melhores pessoas do mundo, conheci aí. Amigos de verdade, unidos!

(Imagem retirado de: https://geopoliticadopetroleo.wordpress.com/2010/11/11/crescimento-do-pib-brasileiro-em-8-deve-aumentar-demanda-energetica/parque-eolico-de-osorio-acervo-da-prefeitura-de-osorio-rs/)

sábado, 20 de agosto de 2016

MOENDA DA CANÇÃO



     Festival é festival, mas a Moenda tem alguma coisa que ainda não foi explicada por nenhum poeta. A primeira que assisti foi em 1999, na 13ª edição. Lembro que Ivânia Catarina e Carlos Gomes me emocionaram com “Lágrima”, que acabou em segundo lugar - não esqueço do meu pai aos gritos: primeiro! Primeiro! - Já no ano 2000, 14ª Moenda, tive minha primeira emoção: a música do meu pai “Canção de Nimar” passou para a finalíssima apesar de problemas na apresentação classificatória. Em 2001 cantei junto com o ginásio inteiro “Me joga na parede, me chama de lagartixa”, primeira vez que Zé Alexandre vinha para o festival. No mesmo ano, me indignei muito com a desclassificação da “A volta do boto” dos meus amigos Daniel Maiba e Marcelo Maresia. Em 2002, uma das minhas grandes decepções: como “A Moenda e o tempo” não venceu aquela edição? Foi um erro reparado anos mais tarde, pois em 2006, na edição comemorativa, o primeiro lugar para a música do meu professor Mário Tressoldi chegou.
     Foi na Moenda que assisti Moraes Moreira, Ed Motta, Zeca Baleiro, Zé Ramalho, Kleiton e Kledir, Tangos e Tragédias, entre outros shows maravilhosos. Foi na Moenda que tirei foto com o Caprichoso e com o Contrário, no ano que o grupo Encanto Vermelho do Amazonas veio fazer o show de sábado. Foi na Moenda que ri, me emocionei e aplaudi Adriana Marques pela última vez. Foi na Moenda que dei um último abraço em Carlos Garofali, também. Foi na Moenda que coloquei a minha parceira Brenda Netto para ser a única cantora aplaudida de pé por todo o ginásio interpretando “Redescobrir”, arrancando lágrimas sinceras de tanta gente, numa linda homenagem pra Elis Regina. Foi na Moenda que vi o Bilora de perto e conheci “Contramão”. Foi na Moenda que comemorei a vitória de “Água boa de beber” e “Reticência”... ... ...
     Foi na Moenda que estive na semana passada, pela primeira vez no palco, pela primeira vez defendendo uma composição. A emoção de classificar para a final foi única, e só tenho a agradecer a parceria do Marcelo Maresia e Daniel Maiba (sempre eles), além do brilhantismo e do amor pela arte das queridas Yasmim Frufrek e Julia Pilar, do meu pai Paulo de Campos, além dos competentes Sandro Bonato e Mário Duleodato.
Foi tudo perfeito, e que venha a Moenda 31, em 2017!
Vídeo: Canal do Cordas&Rimas no YouTube

sábado, 11 de junho de 2016

SOBRE A POLÊMICA

Rapidamente, sobre o cartaz do filme X-MEN: APOCALYPSE, que vem gerando polêmica, penso que realmente é muito chato, por problemas sociais, ter que mudar uma obra que faz sentido no seu contexto. Mas será que não é mais chato que HAJA PROBLEMAS SOCIAIS em todos os lugares? SIM, as mulheres são violentadas todos os dias e SIM, o machismo existe e impera até nas menores coisas. Óbvio que a ação do marketing do filme não tinha essa intenção, mas se o cartaz pode estimular - por mínimo que seja - a violência contra a mulher, ele é um problema sim. Então NOTA DEZ pra FOX por ter aceitado o erro e pedido desculpas. E nota zero pra quem acha que problematizar isso é perda de tempo.


(X-MEN: APOCALYPSE - 20th CENTURY FOX)
( Imagem retirada de: http://legiaodosherois.uol.com.br/2016/x-men-apocalipse-outdoor-do-filme-causa-polemica-entre-as-feministas.html )

sábado, 26 de março de 2016

FAZ UM ANO, UM ANO FAZ


Esse dia veio após muitos problemas. Esse dia foi o auge, um marco do meu trabalho. Nesse dia eu descobri que eu também era um artista, que o meu lugar também era no palco. Nesse dia o CORDAS&RIMAS nasceu de verdade, mesmo que já estivéssemos há alguns anos fazendo shows por aí. Nesse dia o meu nome foi atrelado ao do Cordas&Rimas assim como o do meu pai tinha sido há mais de trinta anos. Nesse dia e com o CD, nós gastamos quase quarenta mil reais. A RIMA nos proporcionou isso.
Mais do que um show de lançamento, foi um show de afirmação. Afirmação do que eu acredito e do que eu sou. Esse dia valeu por muitos. Esse dia vai continuar valendo mesmo que tudo mude, pois a nossa vida não é feita de fases, não, ela é feita de realizações. E quem sabe valorizar essas realizações é que é feliz de verdade. Parabéns Cordas&Rimas! Parabéns Rima! Parabéns pra mim, pro meu pai e pra minha mãe! Um ano do espetáculo lindo (que foi só a casca) mas do espetáculo verdadeiro que foi a nossa realização.
Quem viu o resultado e se emocionou, viu na verdade só parte do que estava acontecendo. Ninguém sentiu o que nós sentimos. O poder da RIMA está além. Obrigado a todos que participaram! Obrigado a todos que assistiram e proporcionaram tudo que aconteceu! E que o lançamento do próximo seja ainda mais bonito! 











(Arquivo das Academias de Música Rima-Aperfeiçoamento - Foto Gabriel Ferreira)

quinta-feira, 3 de março de 2016

APÓS O SHOW MÁGICO DOS ROLLING STONES

O maior banho de chuva da minha vida vai ser eterno. Jamais esquecerei a noite de ontem no Beira-Rio. Foi indescritível, ou como diria o rei Mick Jagger no seu português quase perfeito: "IMPRONUNCIÁVEL" a emoção que aqueles quatro velhinhos proporcionaram pra mim e pra todos os outros quase 50 mil gaúchos. "TRI FODA", mesmo, Mick... Tu e a tua "GURIZADA" conseguiram contagiar o nosso coração com a juventude eterna de vocês! Eu agradeço imensamente a oportunidade de vê-los vivos e energizados como quando tinham vinte anos. Keith Richards e Ron Wood: mais duas lendas da guitarra que tive o prazer de ver ao vivo. E Charlie Watts então? Um "lord" na bateria, com classe e jeito inconfundível. Sem contar os músicos maravilhosos que acompanham a maior banda de todos os tempos, completando ainda hoje uma das melhores sonoridades possíveis! Foi demais, 02/3/16 nunca vai sair da minha memória, e vou contar sobre ele pro resto da minha vida!

Foto: Duda Bairros/Divulgação

sábado, 26 de dezembro de 2015

CATTULO DE CAMARGO E CAMPOS



Sou músico, produtor cultural, professor de violão, guitarra e linguagem e estrutura musical, além de diretor da Rima-Aperfeiçoamento. Estudo história e música, não necessariamente nessa ordem, e isso é assunto para outra hora. Tenho uma banda (Cordas&Rimas) que lançou o primeiro CD há pouco tempo. Tenho medo de anel, atender telefone, ônibus e tartarugas. Estudei jornalismo por algum tempo, por isso também tenho medo de parágrafos muito grandes e de textos sérios com doses de humor duvidoso.
Sou formador de opinião, pois tenho um perfil ativo no “Facebook”, e modero as páginas do Cordas&Rimas em diversas redes sociais. Moro no centro histórico de Porto Alegre, uso algumas drogas lícitas, sou destro para tocar violão e canhoto para escrever, mas não costumo expressar minhas opiniões políticas.
Gremista de carteirinha, alma e coração, sofro muito há muito tempo com futebol, e isso com certeza também é assunto para outra hora. Sou fã do Chico Buarque e do Lobão, - das músicas deles, já disse que não costumo expressar minhas opiniões políticas - e também gosto do Batman, de séries sérias, filmes reflexivos, do Porta dos fundos e de livros instigantes. Sou calculista, sagaz e portador de sabedoria e cultura inúteis. Não aceito a Coca ser vermelha e a Pepsi azul, deveria ser o contrário, e também não entendo como tem gente que consegue não gostar da capital gaúcha, a pequena grande cidade mais linda do universo.
O maior e melhor show que já assisti foi de Sir. Paul McCartney, no Gigante, e o maior show que fiz foi para cerca de dez mil pessoas, no Gigantinho. Louco, isso! No mesmo Gigante, assistirei os Rolling Stones em março próximo, e fui num jogo de Copa do Mundo. Ainda sobre multidões, já assisti Black Sabbath e Slash, e também consegui sobreviver a uma noite do Planeta Atlântida, porém nunca mais colocarei os pés lá.
Sou líder nato, felizmente, e sei desempenhar muito bem minhas funções dentro da minha banda e escola, embora já tenham dito que a mim “falta voz de comando” e que “não sei resolver meus problemas sozinho”. Bobagem! Meus resultados provam o contrário, por isso não dou importância.
Acho que transparência e ética devem estar sempre em primeiro lugar. Sou contra mentiras e situações inventadas para atrapalhar o trabalho dos outros, e estou sempre influenciando os meus alunos para que sigam essa forma de pensar e agir. Não uso metáforas nem meias palavras, indiretas jamais - ao contrário de certas pessoas - e gosto sempre de estimular a busca por esclarecimento, em tudo. No mais, respeito também é bom e mantém os dentes intactos.
Creio que esteja na hora de finalizar, mas também tenho medo de conclusões coerentes e textos com muitos parágrafos. Tenho muita história para contar e odeio rúcula.











(Arquivo pessoal)